Olá viajantes
do tempo!! Que tal irmos para o México do século XIX?
Em tempos de
quarentena e com muitas horas atoa, assisti a novela Amor Real, produzida
por Carla Estrada para Televisa em
2003, em 95
capítulos.
A trama é
um remake do clássico Bodas
de ódio de 1983,a história é baseada no livro homônimo escrito em
1960 pela reconhecida autora de novelas Caridad Bravo Adams. A adaptação ficou a cargo
de Maria Zarattini, e Monica Miguel, nossa conhecida da novela Alborada, foi
quem dirigiu.
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| Adela Noriega como Matilde |
O livro original
se passa na Rússia e na Ucrânia, no final do século XVIII, durante o período
czarista. A primeira versão é no México de Don Porfírio Diaz, em 1884, e uma
terceira versão, nos dias atuais, é a O que a vida me roubou, que foi ao ar
entre 2013 e 2014. Essa última, uma versão bem moderna da trama, tem muitas
diferenças, coisas que eu senti falta, mas que pelo visto não faziam parte do
enredo original.
Matilde Peñalver
y Beristáin (Adela
Noriega) era uma jovem rica e bonita que vivia com os pais, o irmão e uma
tia, numa casa chique cheia de criados, em Ciudad Trinidad . Ela tinha um
namoradinho que conhecera numa quermesse, o soldado Adolfo Solís(Mauricio Islas),
homem de bom coração, que embora fosse militar, era pobre. A matriarca da
família, dona Augusta(Helena Rojo), sempre passando a mão na cabeça do filho mais
velho, Humberto(meu adorado Ernesto LaGuardia), este viciado em jogo e tendo
acabado de perder as escrituras da casa por isso, proíbe o namoro de Matilde
com um rapaz pobre e decide fazer uma “velada”, que nada mais é que uma festa a
noite, para que ela pudesse conhecer pretendentes ricos, e assim resolver a
ruina da família com um bom casamento.
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| Família Peñalver y Beristáin |
Paralelo a
isso, numa fazenda não muito distante, morre Joaquim Fuentes Guerra (Julio Alemán),
um velho podre de rico, deixando tudo para o filho bastardo, Manuel( O
maravilhoso Fernando Colunga). O galã cheio da grana vai para a cidade tratar
de negócios e todos comentam, sem saber porém, que ele não era filho legitimo. Manuel
é convidado para a velada de Matilde, por ser rico e bonitão e lá ele se
encanta com a mocinha. Enquanto isso, o irmão pilantra, arma uma farsa para que
Matilde acredite que o amor do soldado Solís não é verdade. Uma atriz vai até a
casa e diz a ela que é esposa de Adolfo, olha que cena clássica, e é claro que
ela acredita, porque ele é preso e não pode ser confrontado, o que para ela foi
uma confissão de culpa.
Então,
totalmente desiludida e pressionada pela mãe a salvar a família, Matilde aceita
noivar com Manuel, principalmente depois de ele ter pago as dívidas e
conseguido resgatar as escrituras da casa. E o pai, participou dessa sujeirada?
Não. O pai de Matilde era um general aposentado, muito respeitado na cidade e
que tinha verdadeira adoração pela filha, mas era de idade e já havia sofrido
um infarto, deixando o homem bem debilitado. Ele era o único que ficaria do
lado da mocinha se ela tivesse seguido firme na decisão de se casar com Adolfo,
porque embora ele fosse um banana (na minha opinião), não era má pessoa e o
fato de ser pobre não era importante para o General Don Hilário (Ricardo Blume).
O único erro do homem era ter deixado o filho mais velho em segundo plano,
quando Matilde nasceu, o que meio que despertou um ciúme em Humberto, que
passou a ser um pulha, talvez pra chamar atenção do pai e talvez porque já
fosse um babaca mesmo. Mas é claro que as coisas não podiam dar certo, não é? A
desculpa de Augusta era sempre a saúde do marido e por isso, Matilde chegou ao
casamento com Manuel. A contragosto, mas casou. E exatamente nesse dia, Adolfo
consegue fugir da cadeia e a encontra vestida de noiva na festa da boda. Ahh o
drama, estamos aqui porque amamos um drama!!
Depois de
conversarem e se entenderem, cada um se sentindo traído, eles combinam de
fugir, mas o melhor amigo de Manuel descobre e impede. Sem remédio, Matilde e Manuel
vão pra fazenda dele na mesma noite, mas sorrindo, pro pai dela não passar
mal!!
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| Chantal como Antônia |
Lá, a vida é
meio que um inferno básico pra Matilde, pois Manuel fica muito bravo com tudo o
que aconteceu e arrependido de ter “comprado” uma moça que não gostava dele,
porque ele gostava dela. Nessa fazenda existe Antônia (A divina Chantal Andere)
e sua babá, pois o pai de Antônia era o administrador da fazenda, os dois
moravam ali, e o homem havia acabado de morrer, então Manuel deixou a moça
chamar uma quase parenta para lhe fazer companhia por um tempo. Antônia era
declaradamente apaixonada por Manuel e fez tudo o que pode pra fazer da vida de
Matilde, um inferno, com ajuda da sua babá, dona Damiana(Beatriz Sheridan).
A sorte de Matilde é uma senhora que chegou no povoado praticamente junto da
mocinha e que o padre Urbano (Mauricio Herrera) leva até a fazenda pedindo a Manuel
para lhe dar um emprego. Essa senhora é nada menos que a mãe de Manuel, mas ele
não sabe, porque quando ela foi abusada por Joaquim, o dono da fazenda, teve
que se separar do bebê por ordem do homem e só voltou ali depois de 30 anos. O nome
dela é Rosário (Ana
Martín) e acompanha e ajuda o casal protagonista sempre e só revela que é a
mãe do Manuel bem lá na frente.
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| Kika Edgar como Catalina |
Manuel contrata
um novo administrador para a fazenda e quando ele chega, constata que ele é um
bom rapaz, apesar de jovem. O que Manuel não sabe, é que Adolfo está se
passando pelo administrador, que foi encontrado morto na estrada e na tentativa de ir atrás
da amada, acaba tomando seu lugar. No começo, Matilde queria fugir com ele, mas
depois ela vai se apaixonando por Manuel e no final, até engravida. Nesse mega
tempo que demorou pra isso acontecer, Adolfo finalmente decide ir embora e
deixar que Matilde seja feliz, mas o chefe corrupto da policia do povoado pede
pra ele matar Manuel mas acaba sendo morto por ele. Manuel ajuda Adolfo e ele
vai parar na fazenda vizinha. Lá existe uma jovem chamada Catalina Heredia (Kika Edgar) que tinha uns 17 anos e nas pouquíssimas vezes
que viu Adolfo, se apaixonou. Ela o ajuda a se esconder e no outro dia, foge
com ele para Ciudad Santiago,onde sua madrinha vivia.
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| Mauricio Islas como Adolfo |
"Nota mental, arrumar uma madrinha rica pros
meus filhos." Catalina conta
toda a história de Adolfo, a verdadeira, pois ela o conheceu como Felipe, o administrador,
e sua madrinha, dona Juana (Yolanda Mérida) acredita na sua inocência e vai
falar com seu sobrinho que convenientemente é o general que mandou prender
Solís.
Por influencia
da tia, o general Prisco Dominguez (Jorge Vargas )
que não era um homem ruim, mas prendeu Adolfo porque a mãe de Matilde foi lá
contar umas mentiras, retirou todas as
acusações e reincorporou o homem ao exército.
Catalina tinha
tuberculose e já tinha ouvido os pais comentando que ela não ia se curar, por
isso aproveitou a única chance que teve de ser feliz e ajudou Adolfo, mas pediu
a ele que se casasse com ela. Ele hesitou mas casou. E na cena do casamento a
tísica canta Ave Maria, detalhe, era a atriz mesmo cantando, Kika tem uma carreira antiga como cantora.
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| Ramon e Pillar Marquez |
Manoel todo
feliz que ia ser pai e alegre porque a convivência familiar estava boa, acaba
descobrindo que o administrador que ele ajudou a fugir era na verdade o tal
Adolfo Solís, o namorado de Matilde que tentou roubá-la no dia do casamento. Ai
a treta tava formada, né? Ele expulsou a esposa de casa e duvidou até da
paternidade do bebê. Quando Matilde chegou na casa da mãe dizendo que ia passar
uns dias, o general Hilário, que sofria do coração mas não era trouxa, acabou
indo até a fazenda e perguntou o que havia acontecido. Manuel descarrega a
história toda e o homem sofre um infarto. Ah, esqueci de mencionar que mesmo
tendo crescido pobre, Manoel era médico, mas isso não ajudou a salvar o sogro.
Depois disso,
uma sucessão de coisas ruins acontecem. Manoel engata um romance com Antônia,
que fica se sentindo a última bolacha do pacote e nesse momento é bem
interessante ver a mudança no guarda-roupas dela, quando se sente a dona da
casa, a que antes era praticamente uma criada e se vestia de forma muito
modesta, agora usa peças que só a patroa usava, como na última moda.
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| Ives e Marie |
Os inimigos políticos de Manoel tentando cada
vez mais acabar com ele, só porque ele não quis vender gado e porcos para
alimentar as tropas do exército e não tinha partido sobre a guerra. O bebê
nasce longe do pai e demora até Manuel fazer as pazes com Matilde. Então aparece
uma prima de Manuel, Marie (Maya Mishalska )uma
francesa (chata pra caramba) que veio falida ficar sob os cuidados do tio Joaquim,
mas não sabia que o tio havia morrido e que o filho que ninguém sabia que
existia era agora o dono da fortuna.
Catalina morre.
Adolfo vai para guerra. Manuel e sua mãe sofrem um acidente enquanto fugiam,
porque conseguem fazer Rosário dizer que Manuel não era filho de Joaquim e
então confiscam a fortuna para Marie, ele deveria ser preso por falsidade
ideológica mas nessa fuga, todos acham que morreram. Ai Matilde viúva e com um
filho pra criar é ameaçada de perder o sobrenome do marido. Três anos se passam e
ela finalmente aceita se casar com... Adolfo Solis.
Manuel ficou
esse tempo todo no bando de Amadeu Corona (Rafael Rojas), um
idealista revolucionário que lidera uma resistência contra o governo do General
Varanda e a favor de Juan Álvarez, o verdadeiro presidente. Manoel teria
ajudado Corona em duas outras situações e ficou no bando prestando seus
serviços de médico. Vou contar até aqui o enredo, pra saber o final você tem
que assistir, se não, perde a graça.
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| Casamento de Matilde e Manuel |
Como eu gosto
muito de desvendar as tramas, encontrei essas curiosidades por ai, começando
pela data, a guerra e o presidente.
Segundo as
minhas pesquisas, descobri que a data correta seria em torno de 1860, durando
até 1863, mais ou menos. Eu amo ter a época certa, embora ela raramente seja
mencionada.
Esta história
acontece no México mesmo. Tá! Como descobri? Como o porto de Veracruz é mencionado,
Adolfo está preso na fortaleza de San Juan de Ulúa que existe desde 1535 (e se não foras gravadas as
cenas lá mesmo, fizeram um set bem parecido), e diz-se que o país tem uma
fronteira com os Estados Unidos. No entanto, os protagonistas vivem em cidades
fictícias. Em todo o México não há cidade de Santiago nem cidade de Trinidad. Quando a “capital” é mencionada, não falam
sobre a Cidade do México, mas foram e voltaram muito rápido de todos os lugares então podemos supor que uma nova geografia para o México do século XIX
foi inventada.
Havia o General
Varanda que estava no poder e era do partido de extrema direita, só que em toda
a sua história, o México nunca foi governado por nenhum general com esse nome. O
produtor e o roteirista meio que reescreveram a história mexicana em prol da
trama e tiraram da manga o general malévolo que causou tantos problemas aos
protagonistas. De fato, Juan Álvarez era presidente interino em
1850, mas ele não participou de uma guerra nem usurparam sua cadeira
presidencial, nem teve muito tempo para dar o que falar nos livros de história.
Em vez disso, muito do que eles dizem em Amor Real sobre Álvarez e sua guerra
correspondem a episódios da vida de Benito Juárez e da Guerra da
Reforma.
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| Fernando Colunga como Manuel |
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| Ernesto LaGuardia como Humberto |
O Dr. Fuentes Guerra escandalizou o público e os personagens com a dureza com
que se referia à fisiologia e sexualidade de sua esposa. Naquela época, nenhum
marido, por mais médico que fosse, gritava com a esposa que praticava
"coito interrompido" com sua amante, ou conversava com ela sobre suas
regras (menstruação)ou procurava-a como médico. Até o século XX, as damas latino-americanas
cuidavam de seus problemas íntimos com parteiras e não eram examinadas por
nenhum homem. Matilde demonstrava
vergonha e até foi examinada por outro doutor, mas as falas de Manoel sempre foram meio fora de época. Outro erro médico foi a história de Catalina. Embora na
época ainda não se soubesse que a tuberculose era causada pelo bacilo de Koch,
foi reconhecido que era contagioso, mesmo por transmissão sexual. No entanto, a
tísica Catalina tossia o tempo inteiro em cima de todos que se aproximavam dela
e ninguém ficou doente. Provavelmente, os personagens eram extraordinariamente
vigorosos, principalmente Adolfo, que fazia amor com sua esposa sem nunca
contrair o mal. Já o irmão de Matilde viveu humilhado pela impotência sexual.
Seu cunhado o encaminhou a um especialista que, através de conversas
misteriosas, fez com que parecesse novo. Provavelmente, os autores que
escreveram isso visualizariam um sofá e um psiquiatra falador, mas esse cenário
ficaria na moda com Freud no final do século XIX. No México de Humberto, é
normal que eles tentem curá-lo com poções, cataplasmas e, se ele encontrou um
profissional europeu, tentou a hipnose, que ainda estava no seu começo.
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| Matilde de luto |
Manuel passa o tempo todo recebendo "telegramas", uma palavra
desconhecida na época. Ele se refere a mensagens via telégrafo conhecidas em
espanhol como "despachos telegráficos". Era estranho que Manuel e
Matilde conversassem com tanta autoconfiança sobre o divórcio, um processo
ignorado na América Latina na época. A única coisa que uma mulher podia apelar
naqueles anos era uma anulação eclesiástica e, de fato, Manuel lista os motivos
de divórcio de sua esposa que correspondem ao que a Igreja consideraria anular
um casamento religioso. O que acho bem esquisito é o fato de que mesmo se ele
perdesse o sobrenome, que lhe foi reconhecido quando o pai morreu, se Manoel não
fosse mesmo filho de Joaquim e sim um impostor, Matilde também perderia o
sobrenome, mas o casamento não seria anulado como falam muito na história, a
Igreja não ia permitir, ora essa!
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| Lety Calderon em trajes masculinos |
O personagem
de Leticia Calderón foi baseado no polêmico George Sand, pseudônimo de Amandine
Aurore Lucile Dupin, baronesa de Dudevant, aclamada romancista e memorialista
francesa, considerada a maior escritora francesa, que andava de calças em Paris.
Mas uma coisa é a França, e outra a pacata cidade de Trinidad, onde
provavelmente apedrejariam Hana ao vê-la disfarçada de homem. Seu penteado
também não correspondia a nenhum penteado feminino ou masculino da época, é um
cabelo solto super sem graça num corte medonho e nem quando ela usa um vestido
de baile, o cabelo fica arrumado. Então já que falamos disso, vamos para a minha
parte favorita, o figurino.
O
guarda-roupas de Amor Real foi coerente com seu período: as mulheres usam amplas
crinolinas, chapéus e roupas íntimas corretas, mas quando a prima Marie
aparece, o que cobre seu corpinho não corresponde ao guarda-roupas de seus
contemporâneos. Ela está vestindo uma saia mais justa acompanhada do bustle, ou
anquinha, mas que só se tornariam moda uma década no mínimo, depois. Tudo bem
que ela veio de Paris para uma cidade pequena no interior do México, mas parece
mesmo é que ela saiu de uma máquina do tempo. O figurino dela pra mim é o pior,
pois os tecidos não eram bonitos nem vistosos e essa combinação de anca com
decote absurdamente profundo, com o penteado e chapéu, nota 0,5. Fora que ela
fez o papel tão bem que você tem raiva do personagem!!

Foram confeccionadas
16 mil peças, entre elas 200 crinolinas e 1500 pares de sapato. Chegam a dez
mil o número de acessórios, entre joias, sombrinhas, leques, etc.
Em espanhol
as crinolinas são chamadas também de miriñaques e eu gostei do tamanho de todas
elas. O que eu não gostei, é que marcavam muito. Acho que faltava uma anágua a
mais, bem engomada talvez, ou os tecidos dos vestidos serem mais grossos,
porque na maioria das cenas, a marca das crinolinas era muito forte e
comparando com filmes e séries do mesmo período, tava feio!! Um erro que só a
personagem da Marie foi correto é no uso de chemise por baixo do corset, as
demais que apareceram com o corset o usavam direto na pele e a chemise deveria
ser usada por baixo porque ela protege a pele das barbatanas e protege o corset
do suor.
A Chantal
disse em uma entrevista que em cenas gravadas a noite, as vezes fazia muito
frio e ela usava calça jeans por baixo da saia, sonho da vida é fazer uma peça
com todo esse figurino de novo! Alô, Tio Clis!!
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| Ana Berta como Tia Prudência |
No começo da
novela a personagem da Ana Berta, a tia Prudência, usava um enchimento na
blusa, para parecer mais gorda, todas as suas roupas eram de gola alta e você
percebia claramente que não era o corpo dela. A personagem fazia muitos doces e
aparecia comendo o tempo todo mas a atriz é magra (melhor pessoa do mundo para
fazer cena de choro) e esse enchimento ficou muito feio, no decorrer da trama
deram uma aliviada e até melhoraram o cabelo “poodle” que não era bonito!!
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| Beatriz Sheridan como Dona Damiana |
Dos homens,
destaque para Humberto que tinha fraques e ternos deslumbrantes e aquele cabelo
comprido maravilhoso! Renato se vestia muito bem e para um rapaz que não
trabalhava e não desfrutava da herança do pai, achei que se vestia bem até
demais. O figurino do Manuel era simples, bem básico na verdade, acho que
usaram um pouco da liberdade poética pra criar um mocinho com ares rústicos e
bem mexicano, que cresceu na pobreza e simplicidade e não perdeu isso depois que
enricou, fora que o Fernando Colunga fica bonito de qualquer jeito né,
principalmente sem camisa, mas tem outra inconsistência de roupas que nos foi
apresentada, quase de perto, na noite de núpcias. Manuel tirou a calça, abrindo
o zíper. O interessante é que esse acessório foi inventado na segunda década do
século XX. Suponho que Manuelito estivesse com pressa e alguns botões (mais
apropriados para a época) teriam interferido.
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| Hacienda Tetlapayac |
Sobre as
locações. Amor Real foi gravada no estado de Hidalgo. A fazenda são Caetano que
é a que Manuel herda do pai, se chama Hacienda Tetlapayac, a construção é
datado do século XVII, dentro do terreno tem uma super capela, teatro e salão
de festas, além do jardim suspenso. Talvez você se lembre dessa fazenda, ela
foi a mesma da novela A Dona, de 2010, exibida aqui no Brasil em 2016, com a
Lucero e também com o Fernando Colunga. A fazenda ainda foi palco para diversos
filmes mexicanos e um americano que você deve ter visto, A máscara do Zorro, de
1998, com Antônio Banderas e Catherine Zeta Johnes. Eu nunca pude esquecer esse
lugar depois que vi esse filme.
Já a casa
onde Matilde mora faz parte de uma outra fazenda, quando filmam a rua da
mocinha, não temos ideia, mas é tudo parte de uma construção que parece uma
fortaleza, também do século XVII, se chama Hacienda Chimalpa e é enorme, embora
hoje não haja espaço de plantação. Várias cenas de outras situações na novela
também foram gravadas lá, pois ela tem ambientes diferentes, incluindo o salão
deslumbrante em que todos aparecem dançando na abertura da novela.
As duas
fazendas são de produção de pulque, uma bebida feita com agave, mesma planta da
tequila. A beleza é inegável!!
| Hacienda Chimalpa |
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| Ana Martín como Rosário |
A minha nota
é 9,5. É uma ótima pedida pra esses dias sem esperança, onde a gente não sabe o
que fazer. O que podemos é esperar, orar e sonhar, viajando para lugares com
histórias incríveis sempre com final feliz!
A trama foi
lançada em DVD em 2004, pela Televisa Home Entertainment, como um
compacto com duração de 6 horas divididas em dois discos duplos, sendo uma das
primeiras novelas da emissora lançadas em DVD. O DVD também incluía erros de
gravação, bastidores, biografias dos atores, entre outros extras.
Em 2013, a
trama foi relançada em DVD pela Televisa, em uma edição especial com um novo
compacto, com a duração de 24 horas dividido em 7 discos.
Mas é claro que sempre tem uma boa alma que coloca na internet, né? No YouTube tem duas versões, a no idioma original nesse link aqui,
e a dublada nesse link aqui.
No elenco:
Adela Noriega -
Matilde Peñalver y Beristáin de Fuentes Guerra
Fernando
Colunga - Manuel Fuentes Guerra Aranda
Chantal
Andere - Antonia Morales
Helena Rojo -
Dona Augusta Curiel de Penhalver y Beristáin
Ernesto
Laguardia - Humberto Peñalver y Beristáin Curiel
Ana Martín -
Rosário Aranda
Carlos Cámara -
Ramón Márquez
Maya
Mishalska - Marie De La Roquette Fuentes Guerra / Marianne
Bernier
Mariana Levy -
Josefina de Icaza de Peñalver y Beristáin
Leticia Calderón - Hanna de la Corcuera
Kika Edgar -
Catalina Heredia de Solís
Ana Bertha Espín - Prudencia Curiel Viuda
de Alonso
Ricardo Blume -
General Don Hilario Peñalver y Beristáin
Ingrid Martz -
Pilar Piquet de Márquez
Rafael Rojas -
Amadeo Corona
Yolanda
Mérida - Doña Juana Domínguez Viuda de Palafox
Beatriz
Sheridan - Damiana García
Harry
Geithner - Yves Santibañez De La Roquette
Mauricio
Herrera - Padre Urbano de las Casas
Óscar Bonfiglio - Sixto Valdez
Alejandro
Felipe - Manuel Hilario Fontes Guerra Peñalver y Beristáin
Manuel "Flaco" Ibañez -
Remigio Quintero
Mario Iván Martínez - Renato Piquet
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| Mariana Levy como Josefina |
Adalberto
Parra - Delfino Pérez
Miguel Ángel
Fuentes - Negro
Julio Alemán -
Don Joaquim Fontes Guerra
Maty Huitrón -
Madre Superiora
Jorge Vargas -
General Prisco Domínguez Cañero
Benjamín
Pineda - Canales
Lorena
Álvarez - Bernarda Aguirre
David Galindo
- Nazario
Patricia Martínez - Camelia de Corona
Luis Xavier - José Maria de Icaza
Fátima Torre -
Maria Fernanda Heredia
María Sorté -
Rosaura
Frances
Ondiviela - Marie De La Roquette Fuentes Guerra
Jacqueline Voltaire - Hermana Lucía
Luis
Couturier - Governador do México
Ah, uma coisa que eu não falei mas achei bem estranho foi a falta de trilha sonora. só tem uma música na novela, é a música de abertura que se chama Amor Real e é do grupo Sin Bandera. É uma gracinha de canção, mas é estranho que quando tem os momentos de romance, toca uma musica instrumental que não é essa ai,e não tem uma música com letra na novela toda... a única que podemos dizer que tem é a canção que a Catalina canta quando vê o Adolfo, se chama "la paloma", ou a pomba, e tem até uma cena em que ele dá pra ela uma pomba branca de cerâmica. Eu acho que história sem música é muito ruim!!
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| Ana Bertha virou Rosário |
Outra coisa interessante é que dois atores em Amor Real fizeram papeis em O que a vida me roubou, são Ana Bertha Espín, que aqui fez o papel de Tia Prudência, e foi a Rosário na nova versão e o ator Luis Xavier, que fez o papel do irmão da Josefina, virou o pai da Angélica, que é a equivalente a Catalina, só mudou de nome.
Bem, eu espero que vocês gostem dessa dica de novela, se divirtam e se apaixonem por essa época linda tão bem retratada. A próxima novela de época que pretendo procurar é a Pasion, terceira novela de época da Carla Estrada, que fecha a trilogia com Fernando Colunga. Logo também quero falar das novelas do Globo Play, que estão chegando!!
Beijinhos
Lizzy
Ai em baixo tem mais algumas fotos que julguei bonitas!





































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