La Esclava Branca - Minha novela da vez

em 27 de julho de 2020




Entre el mar y la arena, crecí señor, con mi hermanos los negros, crecí señor...

Olá, viajantes do tempo!! Hoje vamos ao caribe colombiano conhecer Vitória Quinteiro e seus escravos!
A matéria contém spoilers!!!!
Elena e Domingo

A história da novela começa em 1821, na cidade de Santa Marta. Lá viviam alguns fazendeiros ricos que movimentavam a economia da província. Um deles, é o dono da fazenda “Ó Éden”, Domingo Quinteiro, sua esposa Elena e sua filha recém nascida, Vitória.
Domingo é um bom homem, trata bem os escravos, é pai e marido devoto, mas é honesto demais. Ai que entra o nosso antagonista. Nicolás Parreño é um cara falido que já começa no primeiro capítulo mostrando que não vale nada. Ele tem um barco cheio de escravos contrabandeados das Antilhas e Domingo avisa ao General Marquez, que vai até a praia com os soldados e encontra a “carga”. Mas como um cavalheiro, Nicolás se dispõe a ajudar a encontrar o dono do barco, porque Domingo não sabia que era dele. Mas, sabendo que quem o dedurou foi Domingo, Nicolás se vinga, mandando seu capataz colocar fogo na fazenda O Éden.
Fuga para o quilombo

Domingo e Elena morrem no incêndio, mas Moralez, o capataz, não tem coragem de matar a bebê, e sua ama de leite, Lorenza, a resgata. Todos os escravos decidem fugir, já que os donos da fazenda estão mortos. Então Lorenza, seu marido Tomás e sua filha pequena, Milagros, conseguem chegar ao quilombo, levando a pequena Vitória Quinteiro.

Mais de dez anos se passam, enquanto Vitória cresce livre no quilombo, junto a sua família negra. 

Sara Pinzón como Vitória criança
Enquanto isso, em Santa Marta, Nicolás arrenda O Éden e faz a fazenda prosperar. Ele vive com a mãe, Doña Adela, e a filha Isabelita, de então cerca de seis anos de idade, mas a esposa havia morrido no parto do segundo filho.
Vitória e Miguel na infância
No quilombo, chamado em espanhol de palenque, Vitória começa a se sentir diferente e feia, pois é a única pessoa branca que conhece. Ela tem um amigo chamado Miguel, filho de uma ex escrava que pertenceu a Nicolás, Sara. O pai de Sara é o chefe do quilombo e seu neto Miguel começou a ser ensinado para que um dia tomasse seu lugar. Ele conhecia o caminho na mata que levava a cidade e então um dia em que Vitória estava muito triste por ser diferente, ele leva a amiga até lá para conhecer gente branca. Eles acabam esbarrando no general Marquez e quando voltam ao palenque, são seguidos, o que acaba levando os soldados até lá.
O Palenque/Quilombo
Ai todo mundo sabe o que acontece quando os brancos descobrem um quilombo. Houve uma matança tremenda, até a mãe de criação da Vitória morre. Os negros capturados foram devolvidos aos senhores das fazendas das quais fugiram e Moralez pega a menina Vitória, também para mata-la, afinal, ela era herdeira do Éden. Mas é aquilo, quer algo bem feito, faça você mesmo! E Moralez não conseguiu matar a menina pela segunda vez. Quando ela escapa, vai pelo caminho que Miguel tinha ensinado até a cidade e lá se esconde na igreja.
Cristina García como Isabelita
O padre Otávio era confessor do capataz e quando encontrou a menina, que contou a sua história, ele sabia de quem se tratava. Sabia que ela corria perigo de vida e fez a melhor coisa possível para ajuda-la. A enviou para um convento na Espanha.
Vitória e Remédios
De volta ao Éden, Tomás, Milagros, agora adolescente, e a filha mais nova que nasceu no quilombo, Rosita, são marcados a ferro e voltam aos trabalhos, assim como Miguel e Sara, mas Sara não dura muito e morre, contando a Nicolás que ele era o pai de Miguel. Nicolás então trata o menino com um pouco mais de favoritismo, e Rosita também tem uma vida melhor pois Isabelita, que tinha um problema de saúde e não podia sair na luz do sol, portanto vivia encerrada dentro de casa, a escolhe como escrava pessoal e as duas crescem juntas durante os próximos dez anos que seguem.
Madre Superiora e Irmã Alice
Na Espanha, Vitória chega ao convento e a irmã Alice é boa com ela, sempre ajudando a se safar dos problemas que arruma com a madre superiora, por ser completamente selvagem.  Ela não entendia que “senhor” era aquele que as freiras tanto falavam, pois como foi criada pela família negra, ela apenas conhecia os ancestrais e Eleguá, na religião africana. No convento, Vitória conhece outra órfã, Remédios, uma menina gordinha que gosta de cozinhar e não é tão levada quanto a amiga. As duas crescem juntas sempre se apoiando e enquanto Remédios cozinhava para as freiras, Vitória aprendeu a costurar, trabalhando sempre para o convento, mas sem nunca esquecer da família negra que deixou no Novo Mundo.
Vitória costurando para a verdadeira marquesa
Um belo dia, Doña Adela se irrita com os namoricos do filho por uma recém chegada na cidade e resolve pedir ao padre para enviar uma carta a Espanha pedindo em casamento alguma mulher que tivesse um título nobiliárquico. Depois de algumas recusas, encontram uma marquesa falida que aceita o casamento. Ela encomenda das freiras o enxoval e Vitória é encarregada das costuras. A essa altura, a menina já havia decidido fugir, mas não havia condição de pegar um barco de volta a Colômbia. Então arquitetou um plano, em que Remédios a ajudou e desfez o compromisso de Nicolás e da marquesa.
 A mulher, muito arrogante, não quis nem as roupas do enxoval. As duas fugiram para o Novo Mundo e Vitória tomou para si o nome da Marquesa Lucía de Bracamontes, enquanto Remédios seria sua dama de companhia. Durante a viagem, elas treinaram falar, andar, comer, se comportar e ai eu imagino que costuraram algumas roupas também para a Remédios, porque elas levaram as roupas que eram da marquesa e o dinheiro do pagamento e não mostra que desceram em lugar nenhum para comprar nada, mas na novela pode tudo, né!
Chegando ao porto de Santa Marta, Nicolás fica encantado com a beleza da falsa marquesa. 
Nerea Camacho como Vitória/Marquesa
Quando estão indo para a fazenda, Miguel, agora homem feito, sequestra a marquesa pois ele e os amigos estavam lutando pela causa negra e o sequestro faria com que Nicolás aceitasse todas as suas condições.
Miguel de Miguel como Nicolás
Mas Vitória que tinha se criado no mato, ainda era espertinha e fugiu do cativeiro. Nisso, tem uma enrolação enorme até que ela chegue no Éden e veja a família que tanto amava. Mas como ninguém sabia de nada, todos a odeiam. Miguel é o primeiro a descobrir quem ela é, pois nas cartas da família quando estavam acertando o casamento, a marquesa foi descrita como uma mulher que sabia e amava equitação. Nicolás ordena a Miguel que apronte um cavalo para a noiva. Ele era domador e fazia esse trabalho muito bem. Mas no dia em que saíram para andar a cavalo, ela que nunca tinha subido em um, teve problemas. Dai logo ela teve que contar quem era, mas guardou segredo do pai e das irmãs, até que decidiram fugir no dia em que marcou o casamento com Nicolás. Ela pediu para Tomás que era o ferreiro da fazenda ir no seu cortejo até a igreja para ajudar com a armação metálica do vestido. Erro grotesco, não tinha crinolina de metal em 1843!!! Mas ok, é só pretexto pro pai dela ir na carruagem que Miguel ia conduzir e os levaria a um barco para fugirem juntos. Mas não dá certo, pois Milagros, a irmã mais velha que era versada em plantas e sabia fazer chá para tudo, resolve, sem saber quem ela era, envenenar a marquesa. 
Orián Suárez como Miguel
Foi saírem da fazenda, a Vitória contar a verdade e começar a passar mal. Dai é um rebuliço. Ela quase morre e a fuga é frustrada.

Mas eu vou contar só até aqui, porque se não perde a graça.
Pra mim a novela é nota 8,5. Tem alguns erros no roteiro que te deixam meio perdida. Mas vamos aos acertos.

Santa Marta existe, é uma cidade no mar das Caraíbas, no norte da Colômbia. Foi a primeira colônia espanhola no país, é a mais antiga cidade da Colômbia e segunda mais antiga da América do Sul. A população da cidade em 1821 era de cerca de 25 mil pessoas. As locações da novela são muito lindas e muito históricas. A começar pelo Éden, é na verdade a  Hacienda La Concepción de Amaime, na cidade de El Cerrito, estado de Valle Del Cauca, data do século XVIII e é um bom exemplo das grades fazendas coloniais construídas perto de Cali. As edificações principais são o casarão e a capela. A fazenda se dedica a plantação de cana de açúcar e fugindo da maioria, essa não se converteu em hotel, segue sendo casa de família. No primeiro capítulo da novela vemos o casarão pintado de branco e depois que Nicolás o reforma, ele fica azul. Foi uma contrapartida da produção da novela para fazer a filmagem.



A fazenda parece bonita, mas nem tanto, não como as fazendas coloniais do nosso país.


 O interessante é que essa fazenda fica há muitos kms da cidade de Santa Marta e bem longe da praia, por ali existe uma comunidade de mesmo nome,também há um lugar chamado Restrepo, que é o sobrenome do advogado que ajuda Miguel, mas como o nome O Éden é fictício, podemos ter certeza de que a geografia ali não importou, a fazenda apenas foi cenário. Já na Santa Marta real, a fazenda usada para ser a casa do General Marquez e onde os soldados ficavam, é uma fazenda com uma SUPER história.



Hacienda San Pedro Alejandrino
 A Quinta de San Pedro Alejandrino foi fundada em 2 de fevereiro de 1608, dedicada à produção de rum e mel. Abriga o Altar de la Pátria, um Museu de Arte Contemporânea, um Jardim Botânico e as instalações coloniais da própria fazenda. Isso inclui uma floresta que faz fronteira com a Universidade de Magdalena e o rio Manzanares. É uma das maiores atrações turísticas de Santa Marta e é administrada pela Fundación Museo Bolivariano de Arte Contemporáneo. Foi declarada Monumento Nacional Histórico e sua atração principal é ter sido o local do último suspiro de Simón Bolívar, o libertador morreu em um dos quartos na fazenda as 13 horas do dia 17 de dezembro de 1830.
Quarto em que Simón Bolívar morreu
Na fazenda o quarto com a cama em que ele morreu foi preservado, também a mesa da cozinha onde foi feita a primeira autópsia que constatou que além de tuberculose, Bolívar também tinha cirrose, malária e outras enfermidades, segundo vídeos de passeios turísticos que encontrei no YouTube , vale a pena olhar todos os vídeos que encontrar a partir desse link que coloquei, porque é um passeio super interessante! Sobre essas doenças é legal dizer que Hugo Chavez, governante venezuelano, mandou exumar os restos de Bolívar, que nasceu na Venezuela e também foi seu libertador, porque acreditava que ele tinha sido envenenado, mas tal suspeita não foi confirmada com os exames. Os móveis são originais, o relógio na parede do quarto foi parado 3 minutos e 55 segundos depois da morte de Bolívar por um soldado que cortou o pêndulo!! Não dá pra colocar todas as imagens aqui mas a banheira é incrível, a carruagem em que ele chegou junto ao médico está em exposição também e há uma série de pinturas e objetos muito bem preservados. Vale um hora de pesquisa no Google! Aqui deixo o link de uma matéria interessante sobre a Quinta de San Pedro.
Atores em gravação na Quinta

Voltando a cidade cenográfica da novela, ela foi praticamente toda gravada na Quinta de San Pedro, um dos monumentos virou a igreja, que é muito parecida com a Basílica de Santa Marta original, já a praça e as casas antigas foram adicionadas com o famoso fundo verde, o chroma key. Algumas praias foram gravadas também em Santa Marta,outas cenas em Cartajena, La Guajira e Villa de Leyva emprestou suas ruas de pedra.
Cozinha do Éden
E dentro das casas também é tudo muito bonito, tem um sofá verde na casa do Felipe que noooossssa!! Fiquei apaixonada!! As pinturas das paredes do Éden são muito fofas, tudo bem decorado e perfeitamente ambientado, o que é o mais importante.

As cenas foram gravadas em formato cinematográfico, isso explica o valor gasto da produção. O palenque foi inteiramente construído, do zero. O muro, as armas, os soldados empalados, tudo foi produzido passo a passo! Imagina o trabalho incrível!

Um destaque importante é a trilha sonora. Não que tenha música de fundo no encontro dos protagonistas, mas os atores cantam muito em cena, os escravos cantam quando morre alguém, a banda dos Pimentel toca em várias ocasiões, e, até o Tomás, que diz que não vai mais cantar depois que a esposa morre! São letras muito bonitas e eu saí repetindo as canções! Alguns atores são cantores com discos lançados, como por exemplo o Andrés Parra, que faz o papel do músico Gabriel.

Uma vez por mês os escravos tinham direito a ir a uma festa, então mostram as danças africanas de uma forma muito bonita. Os velórios são diferentes do que vimos aqui nas novelas brasileiras, na foto abaixo por exemplo mostra que eles colocam o defunto numa mesa, com vestes brancas, com flores e velas e cantam.


Isabelita em um velório
A sonoplastia não é irritante com sons externos como eu já comentei em outras matérias. É legal também dizer que alguns atores fingem o sotaque espanhol perfeitamente, como Adela e Remédios, Paola Moreno,a atriz que faz essa última só conseguiu o papel porque mentiu que era de uma região específica da Espanha e depois de passar no teste, contou a verdade, demonstrando sua habilidade. Essa questão do sotaque é muito interessante pois ouvimos uma forma diferente de pronúncias e se você não estiver acostumado com o idioma, tem certa dificuldade.
Nicolás, Miguel e os escravos do Éden


Mas, o meu favorito sempre é o figurino. Então vamos a ele.
 Eu adorei todas as partes, as cores, os modelos, as composições. Numa pesquisa básica sobre a escravidão na Colômbia, li que usavam sim roupas de cores fortes, mas não tão chiques quanto as apresentadas por todos os escravos da trama. Li uma crítica de um jornalista, famoso crítico de novelas,Omar Rincón, que diz que era inverossímil um povo que tanto sofreu estar tão bem vestido na novela, devido ao excesso de luxo que os trabalhadores receberam. Essa diferença também pode ser observada tomando por base novamente as nossas novelas, onde os escravos tinham algumas peças de roupas, geralmente sem cor, pois eram feitas de algodão. O mais simples possível! 
Já o figurino da marquesa foi bem pensado. Deu pra ver uma transição entre a década de 30 e a de 40, porém, lá pelo quinto ou sexto capítulo, Remédios aparece vestindo a amiga e podemos ver um erro. Essa crinolina só foi inventada mais de dez anos depois desse momento, lembrando que essa segunda fase acontece em 1843. O correto ai seria uma simples anágua de cordão e umas duas ou três de algodão, muito engomadas. Outra falha que é recorrente, é a falta de chemise e corset, os corpetes dos vestidos, principalmente os da marquesa, eram muito curtos e sempre que ela se movimentava, dava pra ver a barriga nua. Somente a Remédios mostrava uma chemise por baixo do corpete, que teimava em subir e abrir, isso era bem feio. Nos vestidos com saia e corpete costurados, isso não acontecia. Outro detalhe que eu achei esquisito eram as sapatilhas,nunca foram muito focadas mas pra quem tem o olhar treinado, dava pra ver que eram bem modernas,e as meias, ninguém nunca usava meia naquele lugar!! Tudo bem que se passa no Caribe e o calor devia ser tenso,mas é um erro.
O figurino masculino eu achei bem correto. O interessante são as cores,novamente. As vezes um personagem tinha uma calça de uma cor, a camisa branca, o colete de outra cor berrante e o casaco num tom mais sóbrio,mas tudo muito alegre e exuberante. 
 Todas as vezes que o Miguel usava roupas que não as de trabalho, você via um detalhe muito bonito, ou na manga, ou no ombro, ou em botões,sempre tudo muito chamativo.
Os senhores das fazendas também, sempre bem alinhados e com detalhes marcantes. Os uniformes militares são um show a parte.
Uma das personagens mais interessantes é a Eugênia. Como sempre disse a Adela, "ela tem a pele um pouco escura e não inspira confiança."
Eugênia e seus vestidos étnicos
É verdade que no começo da história ela era uma perfeita babaca, mas depois que coisas acontecem ela muda e termina sendo uma boa pessoa. Eugênia era bissexual e terem colocado a linda Bume como sua amante foi um negócio muito diferente. Afinal isso sempre existiu e não há razão para não falarmos disso.  A atriz Viña Machado  foi a responsável por dar vida a essa personagem que era "uma mulher a frente de seu tempo" como dizem por ai. Essa questão já foi levantada por alguns historiadores, de que as pessoas acham que existiam muitas mulheres assim. Mas ai tem aquele contexto né, a Vitória foi assim e conseguiu o que queria, já a Eugênia não foi tão feliz no seu "empoderamento", e isso me agradou justamente porque é errado mostrar apenas histórias de mulheres que deram certo, porque a maioria no passado, se dava mal. Apanhava e tinha que viver sobre o cabresto do pai, do marido, do irmão. O mesmo caso foi da Ana de Granados. Final feliz mas ela sofreu muito! E por atitudes dela, coisas poderiam ter sido evitadas. Então são ótimos exemplos de mulheres que realmente viveram, sem o romantismo da dramaturgia.
Granados e Ana
O figurino é todo muito colorido, mas me agradou bastante que tenham colocado estampas alegres e étnicas, muito africanas. Caiu perfeitamente! Mas as roupas que a figuração usava tinha alguns defeitos. Vi saias e blusa que não eram da época e isso me incomodou um pouco. Gostei de ver que fizeram vestidos e penteados corretos pra 1821 e depois 1843.
Doña Adela
Já o figurino de Adela é bem clássico, com tafetá e organza, fiquei apaixonada pelas mangas dos vestidos dela em organza, é algo que certamente eu vou copiar!! Por ela ser uma mulher mais velha, caiu muito bem a falta de estampas alegres, pois além da idade, mostravam o caráter da personagem. 
Isabelita
Minha personagem favorita é a Isabelita. Sua mãe morreu quando ela era pequenininha e ela foi diagnosticada pelo péssimo médico da cidade com uma doença que não permitia que ela saísse na luz do sol. Então viveu sua vida trancada dentro de casa, sendo mimada pelo pai e pela avó, com sua escrava Rosita, que ela mesmo dizia que era seu brinquedo mais adorado. Ela gostava de ciências e leu todos os livros da casa. No início era apenas uma personagem pra encher linguiça, mas conforme as coisas vão mudando pra ela, a menina cresce e demonstra ser muito inteligente, passando a não permitir que as pessoas a tratassem de forma tão infantil. Mais um pouco da história das mocinhas empoderadas, mas que funcionou para essa personagem. Eu gosto da mudança nas roupas dela. Antes de descobrir que não tinha doença nenhuma ela vivia com mangas longas, chapéu e véu e depois, começou a usar vestidos com decotes bem abertos e ombros a mostra.
Remédios

A Remédios, gordinha, mostrando que todos os tamanhos ficam lindos em roupas antigas!!

Enquanto eu estava procurando as fotos pra fazer a matéria encontrei várias que vou colocar ai em baixo de momentos descontraídos do elenco. Isso nos mostra que deve ter sido muito prazeroso gravar a novela, durante os oito meses que a produção levou para fazer os 62 capítulos.
Se tem semelhanças com a nossa escrava Isaura? Apenas o período, pois Vitória embora tenha sido criada com os escravos no quilombo, não era escrava, não justifica o tempo em que viveu no convento nem nada do tipo. O vilão era um cara malvado? E qual novela não é assim? Então não vejo grandes semelhanças, além das óbvias, os escravos negros.
 A novela fala da história da luta pela libertação dos escravos na Colômbia que se deu finalmente em 1851. Em várias cenas, o General Marquez fala de datas e explica leis que ocorreram na Gran - Colômbia e isso enriquece muito o roteiro.
Felipe e Catalina Restrepo
Os irmãos Restrepo eram filhos de um grande advogado. Felipe se formou e obviamente Catalina não, mas ela conhecia mais de leis que o irmão. Eles são peça chave da novela, pois ajudam o protagonista e isso culmina na libertação dos escravos! Mais uma coisa interessante é que o personagem de Felipe é inspirado em José Manuel Restrepo, um advogado de Antioquia, estado de onde o próprio Felipe sai. Esse homem foi uma das peças chaves na luta da abolição.
Eu particularmente, queria casar com o Felipe, não por ser um ator bonito (porque o Alonso e o Jesús eram mais) mas porque o personagem era ótimo!
O roteiro foi muito fiel a história da abolição.
A produção da novela gastou 9,4 milhões de dólares!! 
O capataz Moralez


No elenco, a produtora escolheu pessoas pouco conhecidas porque queria que os espectadores se interessassem pela história e não por um ator famoso. Há atores da España, Perú, Colombia, Cuba e Santo Domingo. Eles são:

Nerea Camacho - Victoria Quintero / Lucía de Peñalver, Marquesa de Bracamonte
Orián Suárez - Miguel Parreño
Miguel de Miguel - Nicolás Parreño
Modesto Lacen - Tomás (ele é ótimo)
Norma Martínez - Doña Adela Vda. de Parreño
Ricardo Vesga - Enrique Morales
Viña Machado - Eugenia Vda. de Upton
A beleza dessas três é incomparável
Miroslava Morales - Lorenza Aragón Yepes / Ayutunde
Mauro Donetti - General Fidel Márquez
Luciano D'Alessandro - Alonso Márquez
Andrés Suárez - Capitán Francisco Granados
Natasha Klauss - Ana de Granados
Ana Mosquera - Milagros
Paola Moreno - Remedios
Carrell Lasso - Trinidad
Cristina García - Isabel "Isabelita" Parreño
Andrés Parra - Gabriel Márquez
Karoll Márquez - Jesús Pimentel
Gianina Arana - Manuela Pimentel
Roberto Cano - Felipe Restrepo
Andrea Gómez - Catalina Restrepo
María Angélica Salgado - Candela
Tracy Andrade - Enith
Arnold Cantillo - Julián
Alejandra Taborda - Rosa "Rosita"
Sara Deray - Lucía de Peñalver, Marquesa de Bracamonte verdadeira
Sara Pinzón - Victoria Quintero (menina)
David Polanco - Miguel Parreño (menino)
Karina Guerra - Bunme
Nina Caicedo - Sara
Jeka Garcés - Paca

A direção ficou a cargo de Liliana Bocanegra e Mateo Stivelberg,produção de Juliana Barrera e edição de Fabián Rodríguez.
A novela foi ao ar pela emissora Caracol Televion de 26 de janeiro até 25 de abril de 2016 e atualmente está disponível no Netflix. Também dá pra assistir no Youtube.
A produção cinematográfica de La Esclava Blanca foi vendida para mais de 50 países em todo o planeta, passando por Costa Rica, Chile, Uruguai, Argentina, Porto Rico, México, Turquia, França, Venezuela e até mesmo o Brasil, onde passou no Fox Life antes de ir pra Netflix.

Enfim, é uma novela muito legal. Embora tenham errado em algumas partes do roteiro, eu me diverti e gostei bastante.

Um bonus!! Tem uma fofoca de que uma esteticista chamada Elizabeth Rendón culpa o Canal Caracol de roubar a história da novela!!!
Ela diz ser a dona da história. Conta que em 2014 enviou uma carta com um cd com a sinopse da história pra produção do canal. A produtora diz que devolveu todo o material mas pediu que ela fosse pessoalmente assinar um contrato, mas que a mulher não apareceu. Já não é o primeiro processo que o canal tem com acusação de plágio!!
Verdade ou não, a novela está ai e é uma ótima pedida pra quem gosta de história e pra quem quer viajar sem sair de casa!
Nós aqui já estamos doidas para conhecer Santa Marta,na Colômbia!!

Deixei pro final porque preciso mostrar essas peinetas D E S L U M B R A N T E S que Adela e Vitória usam. Eu sou louca pra ter uma que não seja de plástico!
A peineta é uma presilha de cabelo em formato de pente, as mais lindas são as espanholas.

Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa super produção, se divirtam assistindo e lembrem-se sempre, a escravidão foi algo terrível!!!

Beijos, até a próxima novela! Fiquem em casa!!
Aqui deixo algumas fotos de bastidores e promocionais da novela!!

Lizzy





Tênis super na moda

Bume e Eugênia

General Marquez e Remédios

Manuela Pimentel

Aniversário de Isabelita

Vestidos lindos

Nicolás vira governador

Recepção de Lúcia

Milagros

Tenda climatizada




Figurino de um dia na praia

Eugênia rica

Festa ao ar livre

Roupa para cavalgar

Chapéu e guarda-sol para praia



Remédios doente na praia





Iniciação das adolescentes no quilombo

Com a direção


Família no quilombo


A verdadeira marquesa



A marquesa e Rosita

 



Catalina e Vitória



Sara, mãe do Miguel



Eugênia






Meu vestido favorito 













Nenhum comentário:

Postar um comentário