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| Capa americana |
Cuando llega mi Alborada,
cuando voy a renacer,
ir desafiando al destino?
abre un mundo para mí...
Plácido Domingo vem cantando na abertura da novela e
pelas cenas iniciais você já pode saber que a coisa vai ser boa!!
Fã de carteirinha das novelas mexicanas, hoje eu quero
falar sobre a obra de María Zarattini, a novela de 2005, Alborada.
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| Capa mexicana |
A história começa com o nosso herói e seu fiel escudeiro,
Don Luis Manrique e Arellano e Felipe Avarado, respectivamente Fernando
Colunga (sim, o Carlos Daniel Bracho) e Alejandro Tommasi, no povoado de Santa
Rita, no Panamá. O ano é provavelmente 1807, logo em seguida dessa primeira
cena que acontece nesse povoado, se passam três anos, então o resto da história
se desenvolve em cerca de mais sete meses, o que nos faz terminar em 1810. Foi
nesse ano, em 16 de setembro, que o padre Miguel Hidalgo deu o famoso “Grito de
Dolores” (que é a coisa mais linda de ser reproduzida todos os anos) que é o
grito de independência. A partir desse momento a Nova Espanha entrou numa briga
danada para se separar da Espanha e se tornar o México. E a novela fala disso,
Lizzy? Não. Só expliquei esse ponto porque no último capítulo um dos
personagens diz que a luta pela independência se aproxima, e provavelmente ele
fala isso porque o Hidalgo chamou o povo pra briga. Mas mantenha em mente um
México colonial em meados de 1800.
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| Lucero como Maria Hipólita |
Em Santa Rita vivia uma mulher que tinha mais de seis
meses de casada, a Maria Hipólita. Seu marido, Don Antônio de Gusman tinha
algum problema e não pode consumar o casamento. Dona Adelaida, sua mãe,
aproveitou que um fugitivo da prisão entrou em suas terras e dado o parecido
físico com o filho, o obrigou a se deitar com a nora, pois corriam o risco de
perder a herança do cunhado, se Antônio não tivesse um filho. Estranho, né?
É, e
fica pior.
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| Arturo Peniche como Antônio |
Esse fugitivo era o Don Luis, um rico comerciante
mexicano de família nobre.
A principio ele não topou a empreitada, mas depois
de estar no quarto com a moça, não pode resistir a beleza de Hipólita, interpretada
pela maravilhosa Lucero.
Ai o circo estava formado, ele voltou pra casa e três
anos se passaram. Hipólita obviamente engravidou mas junto com a sua criada de
confiança, Adalgisa, fugiu do marido frouxo e da sogra megera.
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| Daniela Romo como Dona Juana |
Luis viva na cidade fictícia de Cuencas, no palácio
Guevara. Seu tio era o Conde de Guevara que junto a sua esposa, morreu num
acidente com fogos de artifício numa “chalana”, uma pequena embarcação, justo
no dia do batizado do seu primo, o agora Conde, Diego. O pai de Luis também
havia falecido e apenas sua mãe, Dona Juana, e a irmã de seu pai, a tia Isabel,
eram sua família. Ele também era casado com Esperanza que havia abortado quatro
vezes, então, não tinha descendência.
Quando jovens, ele e Diego se davam bem, mas então o
primo se tornou outra pessoa. Era péssimo nos negócios, bebia o tempo todo e só
fazia burrada, viúvo e com duas filhas pequenas, nunca olhava para as meninas,
logo de situações suspeitas, Luis começou a desconfiar que Diego o queria morto.
Claro, se não a novela não tem trama.
A única coisa que Hipólita sabia sobre o homem que lhe
fez um filho, é que era do México, e disposta a encontrar a mãe que nunca
conheceu, pois foi criada com a avó já que seu pai não casou com sua mãe, ela
parte junto a Adalgisa e o pequeno Rafael numa viagem de barco até Veracruz.
Nesses dias ela conhece o jovem Martin Alvarado, e como iam para a mesma
cidade, fazem companhia um ao outro.
Quando ela chega na cidade, altas tretas acontecem. Don
Luis a reconhece e passa a ajudar de varias formas.
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| Irán Castillo como Catalina |
Ela encontra a mãe, dona Asunción
e a irmã, Catalina. Quem ajuda muito também é o seminarista Cristóbal De Lara,
o melhor amigo de Luis.
Único spoiler que eu vou dar é que tem alguém usurpando
algo que não lhe pertence e logo nos primeiros capítulos você já descobre quem,
o porquê é bem obvio e a forma como sucedeu é simples. O legal é a forma como
os personagens se inteiram.
Em meio a uma tormenta de intrigas e violência provocada
por Juana, Hipólita terá de lutar por seu filho e sua vida, enquanto seu
coração se divide entre o ódio pelo desconhecido que a engravidou e o amor que
agora sente por Luis, sem saber que eles são o mesmo homem. Aquela coisa
básica, bem mexicana, né?
Ser noveleira te obriga a procurar coisas nas deep
webs da vida. Eu gostei demais de todos os detalhes. A trama não deixa nenhum
fio solto, tudo o que acontece tem uma razão e encaixa no final. Isso é muito
bom quando a gente assiste uma história de uma vez só. No youtube tem a novela
completa, mas não tem dublada ou legendada, só original em espanhol. Não é tão
difícil entender, então vale a pena tentar. Os capítulos estão com uma
qualidade razoável, mas nada que você não consiga assistir. Estão cortados em 3
partes e cada um dura cerca de 15 minutos.
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| Fernando Colunga lindo como sempre |
O ponto alto da novela é o figurino. As roupas estão
absurdamente bem feitas e historicamente corretas, tem um pouquinho de
liberdade artística mas no geral está caprichadíssimo. Existem muitos núcleos e
nenhum foi descuidado. Separei algumas imagens que falam por si só. O Conde de
Guevara e os ricos moradores do palácio, os empregados também são um show, os
guardas, os criados particulares, as cozinheiras, os garçons das festas, os
animadores, até a cantora lírica que foi atração musical de uma das festas do
palácio (interpretada pela cantora Alondra). Tudo impecável. No núcleo pobre da
novela podemos ver a casa de Felipe Alvarado, sua esposa, a prostituta Perla,
Marcos, os serviçais do Palácio De Lara, a família Escobar, os capangas do
conde e os da chamada de “A Poderosa”, as pessoas simples que andavam pela rua,
nos bairros, pousadas, estradas, etc, as roupas mostravam a singeleza de um
povo de classe baixa trabalhadora.
Essa diferença é muito interessante de ser observada,
tanto nas roupas como nas casas e móveis e objetos dos cenários.
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| Hipólita sofrendo nas mãos da Inquisição |
Outra coisa que é totalmente incrível na novela é o fato
de que a santa inquisição existia nesse período e era ativa na vida das pessoas.
A história mostra isso de formas muito claras, como em situações que a mulher que
traiu o marido, se fosse denunciada, seria punida, ali em praça pública, ou
roubou uma galinha, ou jurou em falso, ou cometeu algum sacrilégio, como
Esperanza quando diz que a Virgem lhe apareceu e disse que lhe mandaria um
filho. Em outra situação, o acusado de matar o irmão mais novo do regedor geral
da igreja, é preso nas masmorras e submetido a tortura. A cena não é tão feia,
alguns filmes mostram bem mais, mas foi capaz de ilustrar os maus tratos. Em
outras cenas, aparecem pessoas andando pela praça acorrentadas e mal vestidas,
a ideia era o escárnio público. Também existe uma cena que sempre volta em
flashs mostrando pessoas queimadas na fogueira, eram judeus que foram acusados
de heresia. A inquisição mexicana era descendente da inquisição espanhola e
elas continuaram a operar nas Américas até à declaração da independência
do México.
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| Mariana Garza como Esperanza |
Também falando dos costumes, há sete enterros no decorrer
da trama. Cada um é feito de uma maneira, a partir da situação de cada
personagem. Em um deles podemos ver um cortejo muito parecido com os que
existiam anos atrás em cidades pequenas. Em um outro o corpo não é velado pois
a igreja não permitiu e o defunto se vai quase como um indigente. Em outros,
são velados em casa, cada um conforme sua posição social. No último, uma ossada
é trasladada de outra cidade. Num período em que as pessoas morriam de qualquer
coisa e nas peleias, era certo que um levava uma facada ou um tiro, achei muito
ilustrativo cada um dos enterros, pois um enterra a mãe, no outro se enterra o
filho e as diferenças das classes sociais ficaram bem marcadas.
Outro ponto muito bem feito são os duelos. Don Cristóbal
não gosta da maneira que o Conde fala com Catalina e isso foi motivo para um
duelo. Eles explicam direitinho como o negócio era feito. Escolhem a arma, o
lugar, os padrinhos. As pessoas que vão assistir já se vestem de luto. Tem um
médico de prontidão no local. É quase uma dança. É coreografado. E tem o código
de conduta, que como mostra na cena, nem todo mundo respeita. Ainda bem que
esse negócio acabou!! Mas imaginem quantas pessoas morreram duelando!
E os casamentos, Lizzy?
Tem também, alguns, mas só de gente rica. O que dá pra
ver de interessante é o cardápio, por exemplo. Há um convento na história e
quem prepara a comida para a boda são as freiras. Em uma certa cena uma delas
combina com a dona Juana o que servir, ela fala os nomes dos pratos e Juana
pede mais dois. É interessante ver que há três tipos de carnes, guisados,
tortas e até doces. Como nas outras festas, há estátuas vivas, malabaristas,
dançarinos, etc, tudo muito bem feito!
E vale comentar uma coisa que nunca vemos nas novelas,
pessoas indo ao banheiro.
Em uma das festas duas senhoras usam o penico enquanto
conversam sobre a vida alheia, depois de saírem do quarto, uma criada com uma
jarra e uma bacia está aposta para que elas lavem as mãos. Uma certa vez, o
Conde fica doente e usa o penico no seu quarto enquanto conversa com dona
Juana. Logo depois, o criado leva o penico para lavar. Isso eu achei bem legal,
afinal todo mundo precisa fazer suas necessidades e nas novelas é como se nunca
ninguém precisasse.
As atuações estelares completam o sucesso que a novela
ainda tem,15 anos depois da sua estreia.
Lucero é
María Hipólita Díaz, Fernando Colunga como Luis Manrique y
Arellano,Daniela Romo foi brilhante no papel de
Doña Juana Arellano . Eu particularmente não sou fã do Luis Roberto Guzmán, que deu vida a Diego
Arellano y Mendoza “El Conde de Guevara”, mas ele trabalhou muito bem! Arturo
Peniche é o marido de Hipólita, Antonio de Guzmán. O maravilhoso
Ernesto Laguardia faz um Cristóbal de Lara
tão perfeito que é impossível não se apaixonar por ele. A falecida Magda Gusman
fez o papel de Sara de Oviedo, você deve conhecer essa atriz no papel de
Adelina, em A Usurpadora.
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| Magda Gusman |
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| Daniela Romo e Mónica Miguel |
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| Lucero e Alexander Renaud |
Abaixo segue o restante do elenco.
Irán Castillo - Catalina Escobar Díaz
Valentino Lanus - Martín Alvarado
Alejandro Tommasi - Felipe Alvarado
Solares
Manuel Ojeda - Don Francisco Escobar
Olivia Bucio - Asunción Díaz Montero de
Escobar
Vanessa
Guzmán - Perla
Mariana Karr - Isabel Manrique de Leiva
Mariana Garza - Esperanza de Corsa de
Manrique
Beatriz Moreno - Adalgisa Sánchez ¨Ada¨
María Rojo - Victoria Mancera y Oviedo
Magda Guzmán - Sara de Oviedo ¨La
Poderosa¨
David Ostrosky - Agustín de Corsa
Marcelo Córdoba - Marcos López
Lucero Lander - Irmã Teresa de Lara
Patricia Martínez - Carmela de Alvarado
Mónica Miguel –
Modesta
Alexander Renaud -
Rafael Luis Manrique y Arellano
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| José Luis Reséndez e Luis Roberto Guzmán |
Além de atuar como Modesta, a criada de confiança de Dona
Juana, a atriz Mónica Miguel é a diretora
da novela.
Cenografia é de Ricardo Navarrete e Antonio García,
o maravilhoso figurino de Cecilia García Molinero, Roxana Martínez, Pablo
Montes, Martha Betancourt e Cielo Espinoza e ambientação de Esperanza
Carmona e Lizbeth Silva.
Você pode assistir a novela clicando nesse link.
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| Vanessa Guzmán como perla |
Essa entravista também é muito engraçada, Daniela Romo dá um show!!
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| Ernesto Laguardia e Fernando Colunga |
Não encontrei nenhuma imagem boa do Ernesto vestido de seminarista, mas pensa num ator e num personagem pelos quais você se apaixona irremediavelmente? É ele!
Bom, espero que vocês tenham gostado de saber sobre essa novela e que tenham interesse em assistir. Logo eu volto com mais uma novela pra vocês!!
Lizzy
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| O Alexander tem 18 anos!! |



















Já vai anotando os nomes dos pratos. Pra gente fazer. <3
ResponderExcluirPode deixar <3
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